15 de fev. de 2008

Naga Nietzsche

Faço questão de reproduzir, em homenagem ao 53º aniversário de um grande amigo meu, uma foto recebida por email e analisada há mais ou menos um ano atrás, que suscitou questionamentos sobre sua heterossexualidade até então tida como irrepreensível. Uma bobagem. Digo, os questionamentos foram uma bobagem.

Naquela situação me vi moralmente obrigado a defendê-lo e o fiz apelando para a razão, e não para moral. Já àquela época havia acabado de ler aquele livro em que o Nietzsche, cascudo pra caralho, que tira uma onda de fodão o tempo todo – só precisa de mulher pra necessidade fisiológica, passa 3 dias de dor de cabeça e nem toma uma novalgina -, quando apertam ele lá na encolha ele chora que nem um neném. Ou seja, carece esse lado macho pra porra, tosco que nem papel de embrulhar prego, de uma vertente feminina igualmente acentuada.

De forma análoga, fica então evidente que um sujeito que insiste em andar – e quando falo andar, não me refiro ao andar que todo mundo entende como andar, mas a um andar em que sempre um lado do corpo se aparenta paralisado, preso ao chão, enquanto que o outro é obrigado a arrastá-lo, e vice versa, sucessivamente, num esforço doloroso que o faz franzir a fronte -, digo, então, que insiste em um “andar” com essas ressalvas todas, com os mesmos ternos da época da faculdade, que usava quando ia fazer entrevista pra estágio – sem sequer lavar, pra não desbotar –, esse mesmo sujeito, por essas razões e por outras tantas tão enumeráveis quanto o conjunto dos naturais, tem que ter um lado mais sensível que o lado feminino, por exemplo, do Biafra, dado que o lado masculino do Biafra, poir sua vez, já não é essas coisas.

Mas então abram bem seus olhos e vejam vocês outra coisa então, que nesse livro eu não só aprendi que esses caras que posam de cascudo arregam não, aprendi que traumas, fantasias e quetais se revelam de diversas formas, incentivadas que são por uma instância independente que aluga parte do nosso cérebro, e principalmente na infância, em que a pessoa tem um comportamento sem freios, agindo o tempo todo ora como se bêbada ora sob ação de estimulantes ou estupefacientes. Vejam vocês então se um sujeito que usava lenços no pescoço para dançar que nem o Ricky Martin na infância não quereria ter adornos similares aos que hoje dedica ao seu melhor “amigo”, o famigerado Deco. Veja mais então, veja então se, à luz das evidências atuais, a atitude de querer ser igual ao Ricky Martin não poderia ser o reflexo de uma fantasia de querer, mesmo, para si, o próprio Ricky Martin em carne e adereços, fantasia essa hoje projetada no inocente cachorro Deco, desavisado que está do perigo nipônico que pode habitar a qualquer hora a sua cama de cetim rosa.

Ou seja, tudo uma questão de equilíbrio.

Isso explicaria, por exemplo, o acinte de evitar os apelos dos amigos para a limpeza mínima do seu carro, impestiado com pêlos daquele que agora se pode suspeitar a pessoa, digo, a coisa amada. A vida como ela é.

Parabéns, Naga, meu camarada. Conte sempre comigo nos momentos difíceis. Abraço!

10 de fev. de 2008

Club Med do Mengão

Clique pra aumentar. Ainda não decobri como colocar a imagem num tamanho razoável nessa joça.



8 de fev. de 2008

Paparazzi

Tem sido cada vez mais difícil, mesmo para sujeitos recatados e incógnitos como eu, paris hilton e marco aurélio garcia, a tarefa de preservar a vida pessoal, um mínimo de privacidade. Qualquer coisinha besta q se faça é alvo de câmeras. No caso dessas imagens, uma fotógrafa de uma revista chamada Fluir, empolgada com minhas manobras (apesar de só ter captado o momento final de uma performance fantástica), queria uma autorização minha para publicação, na capa da próxima edição. Mas não vou me vender e expor meus amigos aos arroubos da mídia moderna; Garanto que essas fotos não serão publicadas...
Besteiras à parte, esse é um registro dos 3 segundos mais intensos da minha história no surf. Então, modéstias à parte, tinha que arrumar um pretexto pra colocar aqui.





6 de fev. de 2008

Brasil x Irlanda

Final do primeiro tempo. Time jogou bem, numa formação 4-5-1, mas sem penetração. Faltou abrir mais o jogo, mais presença de área. Contra um time que joga fechado, uma presença forte de área combinada ao apoio constante dos dois laterais funciona muito bem. Segura a zaga adversária no meio da área e deixa os laterais no mano a mano com os alas, a não ser q os volantes joguem na sobra dos laterais. Aí sobra espaço pros nossos meias. A escolha, difícil na medida da habilidade dos alas e dos meias, fica pro outro time.

E aí acho que a formação 4-5-1 não era a melhor. Melhor mesmo seria jogar com 3 zagueiros ou 2 zagueiros + um meio de campo bastante recuado, funcionando como um 3º zagueiro e liberando os dois laterais, e quem sabe mais um atacante enfiado. Em parte o Brasil jogou assim o tempo todo. Só ouvi o nome do Gilberto Silva, que joga na posição do Jaílton na seleção brasileira, aos 20 minutos. Ele ficou bastante recuado. Mas a segunda parte não aconteceu, pelo menos no primeiro tempo. Os dois laterais não saíam ao mesmo tempo. Sempre que saía o Léo Moura ficava o Richarlyson, então o jogo sempre tava envergado prum lado, facilitando a marcação, apesar da muito boa movimentação do meio de campo. Ou seja, jogamos quase que com 3 zagueiros mais um ala sempre na sobra, recuados demais pra se proteger de contra-ataques que não aconteceram. Só tomamos algum calor da Irlanda com a defesa toda postada, então não havia motivo para tanta preocupação em liberar os alas.

No segundo tempo o Dunga parece ter percebido isso e liberou um pouco mais os alas. Mas já no início o time exagerou em pelo menos dois momentos em que até o Gilberto Silva avançou, tomando contra-ataques desnecessários. No ataque Dunga também resolveu improvisar mais um atacante com o Julio Baptista, que acabou até se posicionando mais dentro da área que o Luís Fabiano. O jogo então ficou um pouco mais franco. Foram criadas situações mais claras, os dois laterais chegaram mais e com mais facilidade. Mas o gol acabou saindo mermo numa jogada de contra-ataque, em que a habilidade do Robinho fez a diferença.


Nas atuações individuais, o meio de campo todo foi muito bem, tocando rápido e com boa marcação no campo adversário. Júlio Baptista começou mais recuado e pra logo depois avançar. Gilberto Silva, mesmo ainda não sendo aquele Gilberto Silva q a gente conhece foi bem na proteção à zaga, ficando sempre na sobra - sinal de que o resto do meio de campo foi bem também na marcação. Diego e Robinho se reencontraram finalmente.

Nas alas tanto Richarlyson quanto o Léo Moura foram bem. Se bem que eu esperava um pouco mais do melhor lateral direito do mundo. Ficou travado, faltou se soltar um pouco mais. Já do Richarlyson não se espera nada sensacional, mas o lance dele, dentre outras coisas, é fazer o básico com muita competência e estabilidade ao longo do jogo, e isso ele mostrou hoje. Pra falar a verdade, só de ter na seleção laterais que olham pra área antes de cruzar já é grande coisa. Hoje no globo esporte vi o Muricy parando o treino do são paulo pra explicar q "é pra passar, não é pra cruzar". Ou seja, tentando retomar hábitos no futebol brasileiro q foram abandonados com a chegada da era cafu e roberto carlos. São os maiores fenômenos do futebol brasileiro dos últimos 10 anos: ocuparam as laterais da seleção e se consagraram como os melhores laterais do mundo sem nunca terem descoberto o que significa driblar e nem mesmo cruzar (ou passar) uma bola pra dentro da área.

Jorginho teve que voltar à seleção para trazer de volta os velhos hábitos que se foram com ele.

P.S.: O Júlio César tá comendo o Galvão?