E aí acho que a formação 4-5-1 não era a melhor. Melhor mesmo seria jogar com 3 zagueiros ou 2 zagueiros + um meio de campo bastante recuado, funcionando como um 3º zagueiro e liberando os dois laterais, e quem sabe mais um atacante enfiado. Em parte o Brasil jogou assim o tempo todo. Só ouvi o nome do Gilberto Silva, que joga na posição do Jaílton na seleção brasileira, aos 20 minutos. Ele ficou bastante recuado. Mas a segunda parte não aconteceu, pelo menos no primeiro tempo. Os dois laterais não saíam ao mesmo tempo. Sempre que saía o Léo Moura ficava o Richarlyson, então o jogo sempre tava envergado prum lado, facilitando a marcação, apesar da muito boa movimentação do meio de campo. Ou seja, jogamos quase que com 3 zagueiros mais um ala sempre na sobra, recuados demais pra se proteger de contra-ataques que não aconteceram. Só tomamos algum calor da Irlanda com a defesa toda postada, então não havia motivo para tanta preocupação em liberar os alas.
No segundo tempo o Dunga parece ter percebido isso e liberou um pouco mais os alas. Mas já no início o time exagerou em pelo menos dois momentos em que até o Gilberto Silva avançou, tomando contra-ataques desnecessários. No ataque Dunga também resolveu improvisar mais um atacante com o Julio Baptista, que acabou até se posicionando mais dentro da área que o Luís Fabiano. O jogo então ficou um
pouco mais franco. Foram criadas situações mais claras, os dois laterais chegaram mais e com mais facilidade. Mas o gol acabou saindo mermo numa jogada de contra-ataque, em que a habilidade do Robinho fez a diferença.
Nas atuações individuais, o meio de campo todo foi muito bem, tocando rápido e com boa marcação no campo adversário. Júlio Baptista começou mais recuado e pra logo depois avançar. Gilberto Silva, mesmo ainda não sendo aquele Gilberto Silva q a gente conhece foi bem na proteção à zaga, ficando sempre na sobra - sinal de que o resto do meio de campo foi bem também na marcação. Diego e Robinho se reencontraram finalmente.
Jorginho teve que voltar à seleção para trazer de volta os velhos hábitos que se foram com ele.
P.S.: O Júlio César tá comendo o Galvão?
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