1 de jul. de 2009

Gran Torino

Depois de 2 dias de estada em Turim, é óbvio que o tempo é pouco e não dá pra dizer muita coisa. Até porque até agora eu tenho mais tempo de viagem viajando pra chegar aqui do que aqui. Mas então eu descolei essas fotos, porque imagens valem mais que mil palavras. Então aqui já tem muito mais de 3 mil.

Turim, que já foi capital da Itália, é uma cidade amável, tranquila, e o centro de treinamento onde eu estou, que fica bem na puta que pariu de Turim, é muito organizado, tranquilo e agradável. E o rio pó, quem diria, a despeito da quantidade de trocadilhos que poderia gerar, não fica em Portugal, fica aqui mermo, do lado do CT, e gera uma paisagem incrível.

Sobre a viagem, apesar de o vôo ter sido pra Milão, a Tam providenciou para que eu finalmente assistisse Gran Torino, que eu queria ver desde antes de ser lançado, e até anteontem nada. E é um filmaço. Foda foi sentar do lado de uma versao mulher judia do sr. Kowalski, que nem por isso era menos macha. Passava o tempo todo com um lenço na cabeça lendo o torá e só abria a boca quando a aeromoça oferecia alguma coisa, pra falar “kosher”.















O ritmo de aulas tem sido intenso

















No caminho de Milão pra Turim, quem diria, o motorista fez uma presença pra galera e deu uma passada pelo Egito

















67% da economia italiana é sustentada pelo investimento produtivo de jogadores brasileiros em setores estratégicos

1 de jun. de 2008

Chad Skywalker

A long time ago, in a market far, far away...



Na página http://www.youtube.com/watch?v=aQ4idrrcWh0&feature=related;target=_blank a saga de Chad Vader continua... e de quebra, na mesma página ainda tem o link pra demo de Chad cantando "Chocolate Rain", que dá um banho no fenômeno da internet Tay Zonday(http://www.youtube.com/watch?v=EwTZ2xpQwpA).

24 de mai. de 2008

Ortodoxos que não entendem nem de ortodoxia no Banco Central


Lembro das aulas do professor Ubiratan Iorio: inflação é o aumento contínuo e generalizado de preços. É definida assim, inclusive pelo Simonsen, para que se compreenda como um fenômeno monetário que é. É diferente de preços altos, ou de mudanças na estrutura de oferta e demanda, em preços relativos.

Se o petróleo começar a acabar no mundo, coeteris paribus o preço dele vai subir contínuamente. A política monetária nada vai poder fazer além de atuar sobre expectativas, de modo a evitar espirais salário-preço que possam pressionar a demanda por moeda em um segundo momento.

Se a demanda mundial de commodities aumenta e a oferta não acompanha, preços sobem, e a política monetária interna também nada pode fazer. Se não é a demanda interna a responsável por esse movimento, conter a demanda interna não faz sentido.

A "inflação" decorrente de movimentos estruturais é então algo conceitualmente capenga, porque pelo conceito mais estrito, e que fundamenta a teoria econômica, não deveria se chamar inflação quando não é decorrente de descontrole monetário. A meta de controle monetário fica então pressionada porque acaba se mostrando um indicador ruim de controle monetário, dado que a "inflação" como é atualmente medida para uma economia não separa a parcela decorrente de descontrole monetário daquela decorrente de movimentos estruturais.

Nesse contexto, sinalizar que o governo está disposto a tudo para manter o controle de preços por meio de uma elevação de juros de modo a evitar a espiral é válido, muito válido em um país que tem uma memória inflacionária recente. O que não faz sentido é confundir ortodoxia com a fé cega nos juros, e tentar controlar mudanças estruturais de preços na economia com política monetária.

Mais ainda, ao mirar errado e apostar na panacéia de que preços subindo precisam de juros subindo, sem saber diferenciar efeitos monetários de estruturais, pode acertar a galinha dos ovos de ouro, comprometer mais ainda a oferta e pressionar ainda mais pela alta de preços.

21 de mai. de 2008

Cuca e o Botafogo

Intervalo de Corinthians e Botafogo. Cuca comenta emocionado o lance de um gol que deu ao Botafogo o último título da Taça Rio. O repórter faz a locução: Cuca tem 2 títulos na carreira - é bicampeão da Taça Rio. Mas ainda aguarda por um grande título.

-Cuca, você tem vontade de conquistar a Copa do Brasil?

-Vontade eu tenho sim, e é enorme... o problema é que os outros também têm... bem que eles podiam ter um pouquinho menos...

Isso é o Cuca. O Botafogo é um time com uma bela história, humilde, grandes craques, conquistas sofridas. Mas mais sofrido que o Cuca não tem. Seu Guma tem razão: ele entende de futebol, aliás faz mágica com o time do Botafogo, mas realmente tem problema. É triste.

Ontem o Renato Maurício Prado falou pro Juca Kfouri que o Botafogo é muito mais time que o Corinthians. Não é. E não quero dizer que o time do Corinthians seja bom. Também não é. É mediano, na medida pra subir pra primeira divisão.

E o Botafogo, eu repito: é também um time mediano, não é o time forte que falam. E que ultimamente joga exclusivamente em cima da estratégia mau caráter de cavar faltas. Digo isso agora que não é com o Flamengo, não é uma opinião passional. A melhor jogada do Botafogo no primeiro tempo foi uma bola entregada de graça pro Wellington Paulista, e ele perdeu. Fora isso, faltas claramente cavadas. Tomou o gol, 30 segundos depois cavou uma falta que não existiu. Começou o segundo tempo, 46 segundos, cavou uma falta na meia lua do Corinthians. E depois o pênalty no Jorge Henrique, que eu tenho certeza que também foi inventado, muito embora tenha havido o toque.

29 de mar. de 2008

Whoo let the releases out?

Dar notícias boas como boas às vezes pode não ser fácil, mas dar notícias boas como se fossem ruins é uma arte que vem sendo continuamente aprimorada. E tem gente que faz arte sem querer. Imagino.

Recentemente o IBGE divulgou releases relativos a pesquisas suplementares da PNAD, referentes a aspectos complementares de educação, afazeres domésticos e trabalho infantil, e acesso a transferências de renda de programas sociais. Ao comparar, nesse último texto, dados educacionais de pessoas que recebem e não recebem transferência de renda sem nenhuma relativização nem perhaps, o texto criou a fumaça sem fogo. Isso porque, apesar de ser óbvio que pessoas beneficiárias de programas de transferência de renda devem ter maiores dificuldades no acesso à população, a divulgação do texto com essa comparação "seca" dos dados fez com que (ou gerou a oportunidade para que) a imprensa apontasse as armas para uma suposta inefetividade do programa no seu papel ou em uma de suas externalidades que seria a ampliação do acesso à educação.

Por exemplo, foi divulgado que a taxa de freqüência à escola ou creche de crianças de 0 a 6 anos é inferior no grupo que recebe algum benefício do que no resto da população. Foi feito um estardalhaço, apareceram os tipos que sempre aparecem, especialistas de toda parte, apontando culpados. Sem razão.

É óbvio que não podia ser diferente. No resto da população está incluída toda a classe média e daí pra cima, enquanto que no grupo dos beneficiários de programas de transferência de renda figuram parte dos mais miseráveis do país. Para o grupo de 7 a 14 anos essa taxa não varia muito, tendo sido em 2006 de 97,2 no grupo daqueles que recebem benefícios e de 97,9 no grupo dos que não recebem benefícios. Mas já na faixa de 15 a 17 anos a taxa de freqüência à escola é bem maior entre os não assistidos: 83,6% para estes últimos, contra 79,2% para os assistidos, também em 2006.

Também a taxa de analfabetismo das pessoas de 10 ou mais anos de idade foi maior em 2006 entre os assistidos do que entre os não assistidos, tendo sido de 17,1% entre assistidos e de 7,3 entre não assistidos. De igual forma a redução da taxa foi maior para não assistidos entre 2004 e 2006, dado que o percentual de analfabetos que não recebia qualquer dos benefícios em tela em 2004 era de 8,6% (redução de 1,3 p.p., ou 15% da taxa anterior), e a taxa entre os beneficiários era de 18,2% (redução de 1,1 p.p., ou 6% da taxa anterior).

Mas o fato é que, para a análise dos efeitos desses benefícios, seria necessário comparar o desempenho dos assistidos com não assistidos que tivessem renda equivalente àquela que teriam os assistidos na ausência do benefício; ou seja, tentar simular um contrafactual. Como estes dados ainda não estão disponíveis, podemos relativizar os indicadores acima comparando os dados de freqüência à escola dos assistidos com o total (assistidos e não assistidos) de pessoas de renda mensal domiciliar per capita de até ¼ do salário mínimo.

Só essa comparação fajuta já resolveria um pouco: neste universo restrito, a taxa de freqüência à escola de crianças de 7 a 14 anos é de 95,9%, taxa que pode ainda estar sendo influenciada positivamente pelo comportamento de crianças pertencentes a famílias que recebem algum tipo de benefício e que ainda permaneceram nessa faixa de renda, cuja taxa de freqüência para esta mesma faixa etária foi de 97,2% em 2006. Inclusive para a população de 15 a 17 anos a diferença foi bastante significativa: 83,6% entre assistidos e 73,5% para o total da população com renda de até ¼ do salário mínimo.

15 de fev. de 2008

Naga Nietzsche

Faço questão de reproduzir, em homenagem ao 53º aniversário de um grande amigo meu, uma foto recebida por email e analisada há mais ou menos um ano atrás, que suscitou questionamentos sobre sua heterossexualidade até então tida como irrepreensível. Uma bobagem. Digo, os questionamentos foram uma bobagem.

Naquela situação me vi moralmente obrigado a defendê-lo e o fiz apelando para a razão, e não para moral. Já àquela época havia acabado de ler aquele livro em que o Nietzsche, cascudo pra caralho, que tira uma onda de fodão o tempo todo – só precisa de mulher pra necessidade fisiológica, passa 3 dias de dor de cabeça e nem toma uma novalgina -, quando apertam ele lá na encolha ele chora que nem um neném. Ou seja, carece esse lado macho pra porra, tosco que nem papel de embrulhar prego, de uma vertente feminina igualmente acentuada.

De forma análoga, fica então evidente que um sujeito que insiste em andar – e quando falo andar, não me refiro ao andar que todo mundo entende como andar, mas a um andar em que sempre um lado do corpo se aparenta paralisado, preso ao chão, enquanto que o outro é obrigado a arrastá-lo, e vice versa, sucessivamente, num esforço doloroso que o faz franzir a fronte -, digo, então, que insiste em um “andar” com essas ressalvas todas, com os mesmos ternos da época da faculdade, que usava quando ia fazer entrevista pra estágio – sem sequer lavar, pra não desbotar –, esse mesmo sujeito, por essas razões e por outras tantas tão enumeráveis quanto o conjunto dos naturais, tem que ter um lado mais sensível que o lado feminino, por exemplo, do Biafra, dado que o lado masculino do Biafra, poir sua vez, já não é essas coisas.

Mas então abram bem seus olhos e vejam vocês outra coisa então, que nesse livro eu não só aprendi que esses caras que posam de cascudo arregam não, aprendi que traumas, fantasias e quetais se revelam de diversas formas, incentivadas que são por uma instância independente que aluga parte do nosso cérebro, e principalmente na infância, em que a pessoa tem um comportamento sem freios, agindo o tempo todo ora como se bêbada ora sob ação de estimulantes ou estupefacientes. Vejam vocês então se um sujeito que usava lenços no pescoço para dançar que nem o Ricky Martin na infância não quereria ter adornos similares aos que hoje dedica ao seu melhor “amigo”, o famigerado Deco. Veja mais então, veja então se, à luz das evidências atuais, a atitude de querer ser igual ao Ricky Martin não poderia ser o reflexo de uma fantasia de querer, mesmo, para si, o próprio Ricky Martin em carne e adereços, fantasia essa hoje projetada no inocente cachorro Deco, desavisado que está do perigo nipônico que pode habitar a qualquer hora a sua cama de cetim rosa.

Ou seja, tudo uma questão de equilíbrio.

Isso explicaria, por exemplo, o acinte de evitar os apelos dos amigos para a limpeza mínima do seu carro, impestiado com pêlos daquele que agora se pode suspeitar a pessoa, digo, a coisa amada. A vida como ela é.

Parabéns, Naga, meu camarada. Conte sempre comigo nos momentos difíceis. Abraço!

10 de fev. de 2008

Club Med do Mengão

Clique pra aumentar. Ainda não decobri como colocar a imagem num tamanho razoável nessa joça.



8 de fev. de 2008

Paparazzi

Tem sido cada vez mais difícil, mesmo para sujeitos recatados e incógnitos como eu, paris hilton e marco aurélio garcia, a tarefa de preservar a vida pessoal, um mínimo de privacidade. Qualquer coisinha besta q se faça é alvo de câmeras. No caso dessas imagens, uma fotógrafa de uma revista chamada Fluir, empolgada com minhas manobras (apesar de só ter captado o momento final de uma performance fantástica), queria uma autorização minha para publicação, na capa da próxima edição. Mas não vou me vender e expor meus amigos aos arroubos da mídia moderna; Garanto que essas fotos não serão publicadas...
Besteiras à parte, esse é um registro dos 3 segundos mais intensos da minha história no surf. Então, modéstias à parte, tinha que arrumar um pretexto pra colocar aqui.





6 de fev. de 2008

Brasil x Irlanda

Final do primeiro tempo. Time jogou bem, numa formação 4-5-1, mas sem penetração. Faltou abrir mais o jogo, mais presença de área. Contra um time que joga fechado, uma presença forte de área combinada ao apoio constante dos dois laterais funciona muito bem. Segura a zaga adversária no meio da área e deixa os laterais no mano a mano com os alas, a não ser q os volantes joguem na sobra dos laterais. Aí sobra espaço pros nossos meias. A escolha, difícil na medida da habilidade dos alas e dos meias, fica pro outro time.

E aí acho que a formação 4-5-1 não era a melhor. Melhor mesmo seria jogar com 3 zagueiros ou 2 zagueiros + um meio de campo bastante recuado, funcionando como um 3º zagueiro e liberando os dois laterais, e quem sabe mais um atacante enfiado. Em parte o Brasil jogou assim o tempo todo. Só ouvi o nome do Gilberto Silva, que joga na posição do Jaílton na seleção brasileira, aos 20 minutos. Ele ficou bastante recuado. Mas a segunda parte não aconteceu, pelo menos no primeiro tempo. Os dois laterais não saíam ao mesmo tempo. Sempre que saía o Léo Moura ficava o Richarlyson, então o jogo sempre tava envergado prum lado, facilitando a marcação, apesar da muito boa movimentação do meio de campo. Ou seja, jogamos quase que com 3 zagueiros mais um ala sempre na sobra, recuados demais pra se proteger de contra-ataques que não aconteceram. Só tomamos algum calor da Irlanda com a defesa toda postada, então não havia motivo para tanta preocupação em liberar os alas.

No segundo tempo o Dunga parece ter percebido isso e liberou um pouco mais os alas. Mas já no início o time exagerou em pelo menos dois momentos em que até o Gilberto Silva avançou, tomando contra-ataques desnecessários. No ataque Dunga também resolveu improvisar mais um atacante com o Julio Baptista, que acabou até se posicionando mais dentro da área que o Luís Fabiano. O jogo então ficou um pouco mais franco. Foram criadas situações mais claras, os dois laterais chegaram mais e com mais facilidade. Mas o gol acabou saindo mermo numa jogada de contra-ataque, em que a habilidade do Robinho fez a diferença.


Nas atuações individuais, o meio de campo todo foi muito bem, tocando rápido e com boa marcação no campo adversário. Júlio Baptista começou mais recuado e pra logo depois avançar. Gilberto Silva, mesmo ainda não sendo aquele Gilberto Silva q a gente conhece foi bem na proteção à zaga, ficando sempre na sobra - sinal de que o resto do meio de campo foi bem também na marcação. Diego e Robinho se reencontraram finalmente.

Nas alas tanto Richarlyson quanto o Léo Moura foram bem. Se bem que eu esperava um pouco mais do melhor lateral direito do mundo. Ficou travado, faltou se soltar um pouco mais. Já do Richarlyson não se espera nada sensacional, mas o lance dele, dentre outras coisas, é fazer o básico com muita competência e estabilidade ao longo do jogo, e isso ele mostrou hoje. Pra falar a verdade, só de ter na seleção laterais que olham pra área antes de cruzar já é grande coisa. Hoje no globo esporte vi o Muricy parando o treino do são paulo pra explicar q "é pra passar, não é pra cruzar". Ou seja, tentando retomar hábitos no futebol brasileiro q foram abandonados com a chegada da era cafu e roberto carlos. São os maiores fenômenos do futebol brasileiro dos últimos 10 anos: ocuparam as laterais da seleção e se consagraram como os melhores laterais do mundo sem nunca terem descoberto o que significa driblar e nem mesmo cruzar (ou passar) uma bola pra dentro da área.

Jorginho teve que voltar à seleção para trazer de volta os velhos hábitos que se foram com ele.

P.S.: O Júlio César tá comendo o Galvão?

29 de jan. de 2008

Questão de Tempo

29/01/2008 - 15h06
Após divulgar falsas parcerias, site adia lançamento de "25 milhões músicas grátis"
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da Folha Online

A Qtrax --empresa que fez alarde no fim de semana ao anunciar que iria disponibilizar mais de 25 milhões de músicas grátis para download-- informou que vai adiar o lançamento do serviço. Isso porque o site, que antes afirmou que tinha acordos com grandes gravadoras, reconheceu que essas parcerias não existem.

De acordo com o Qtrax, o lançamento do serviço --marcado para segunda-feira (28)-- será adiado "por algum tempo", até que os acordos com as gravadoras sejam completamente fechados.

A idéia do site é, supostamente, legalizar o mercado de música on-line, distribuindo as canções de graça. Artistas e gravadoras seriam pagos conforme o número de acessos às suas músicas e ainda receberiam uma fatia do que for arrecadado com os anúncios publicitários feitos na página.

"Agora [os consumidores] poderão compartilhar música legalmente pela internet", afirmou o chefe-executivo da empresa, Allan Klepfisz. "Nós queremos poder disponibilizar música de graça num ambiente de total legalidade que permitirá que os artistas sejam pagos".

Mas o clima de legalidade durou pouco. Depois do anúncio do acordo, no domingo, três grandes gravadoras --Warner Music, EMI e Universal Music-- negaram que tenham fechado qualquer acordo para distribuir músicas grátis pelo Qtrax.

A Warner negou que tivesse disponibilizado seu conteúdo para o serviço. Já a Universal Music e a EMI confirmaram que estão negociando o assunto, mas que não fecharam acordo ainda. A Qtrax afirma ter investido cerca de US$ 30 milhões (R$ 53 milhões) no serviço.

18 de dez. de 2007

Chris Cornell

Fui no show no Rio.

O show começou às 22:15 e só foi terminar lá pras 0:45. Duas horas e meia de show. Cheguei em cima da hora, uma chuva do caralho, levei uma hora e 20 minutos pra chegar no lugar, e isso porque moro muito perto, o recreio é do lado da barra. E desse tempo, uma hora foi só pra percorrer uma distãncia de no máximo 1km na Avenida Ayrton Senna. Isso resultou num cenário meio ruim: pelo menos 25% do lugar, que tem capacidade pra umas 8 mil pessoas, desocupado. A sensação inicial foi de que ia ser uma exibição tardia e decadente, ao lado de uma banda inexpressiva, para alguém que fez história no grunge e cantou em bandas que poderiam tranquilamente lotar a apoteose. Mas ninguém se intimidou, o público inflamou e foi realmente um showzaço.

Duas dúvidas estavam no ar: A primeira com relação à voz do caboclo - ele esgarça a voz em todas as músicas, é difícil imaginar alguém cantando daquele jeito por meia hora. Mas essa dúvida morreu fácil, a voz se manteve bem, impressionantemente bem até o final.

A segunda era com relação à banda. Tanto no Soundgarden quanto pegando emprestado o pessoal do Rage Against the Machine no Audioslave, ele sempre teve muito bem acompanhado. Muito melhor no primeiro caso, é verdade, mas sempre muito bem acompanhado. A banda me pareceu no todo muito boa, uma molecada q o cara deve ter escolhido a dedo, e todo mundo empolgado tocando com ele, como não poderia deixar de ser. O baterista era bom, fez lá uma graça até, mas infelizmente acho que ele não teria como não decepcionar aqueles que estivessem esperando há alguns anos ouvir uma performance ao vivo daquela músicas com o Matt Cameron no lugar dele.

O show começou com 2 músicas da carreira solo, e em seguida emendou "Outshined". E aí uma observaçao: é impressionante o impacto que o peso das músicas do "badmotorfinger" têm ao vivo. Slaves and bulldozers, já no fim do show, ratificou essa idéia. Veio depois alguma coisa do audioslave e uma sequência de voz e violao, inclusive com uma versao acustica de "billie jean". A sonoridade ficou até boa, mas billie jean é no máximo uma música cool, engraçada, nao é pra botar emoçao em cima. Rolou ainda, do temple of the dog, além de hunger strike, a mais pop, pushin' forward back.

A última música, ou melhor, um medley de músicas do soundgarden, todas com arranjos diferenciados da versao original, durou 20 minutos - isso depois de mais de duas horas de show -, num êxtase total, todo mundo meio travado no palco por algum remedinho bem poderoso que rolou no intervalo, tocando numa vontade de dar medo, pulando, baterista baixando a porrada no que via pela frente. Nessa sequência emendada no final e, fechando o show, inusitadamente, rolou whole lotta love, muito bem emendada - e porque nao dizer, bem oportuna. Repetindo então, um showzaço. E a galera alucinou.




Mais links:


12 de nov. de 2006


...
one, two
(ooh)
one, two, three, four

Let me tell you how it will be...