Fui no show no Rio.
O show começou às 22:15 e só foi terminar lá pras 0:45. Duas horas e meia de show. Cheguei em cima da hora, uma chuva do caralho, levei uma hora e 20 minutos pra chegar no lugar, e isso porque moro muito perto, o recreio é do lado da barra. E desse tempo, uma hora foi só pra percorrer uma distãncia de no máximo 1km na Avenida Ayrton Senna. Isso resultou num cenário meio ruim: pelo menos 25% do lugar, que tem capacidade pra umas 8 mil pessoas, desocupado. A sensação inicial foi de que ia ser uma exibição tardia e decadente, ao lado de uma banda inexpressiva, para alguém que fez história no grunge e cantou em bandas que poderiam tranquilamente lotar a apoteose. Mas ninguém se intimidou, o público inflamou e foi realmente um showzaço.
Duas dúvidas estavam no ar: A primeira com relação à voz do caboclo - ele esgarça a voz em todas as músicas, é difícil imaginar alguém cantando daquele jeito por meia hora. Mas essa dúvida morreu fácil, a voz se manteve bem, impressionantemente bem até o final.
A segunda era com relação à banda. Tanto no Soundgarden quanto pegando emprestado o pessoal do Rage Against the Machine no Audioslave, ele sempre teve muito bem acompanhado. Muito melhor no primeiro caso, é verdade, mas sempre muito bem acompanhado. A banda me pareceu no to
do muito boa, uma molecada q o cara deve ter escolhido a dedo, e todo mundo empolgado tocando com ele, como não poderia deixar de ser. O baterista era bom, fez lá uma graça até, mas infelizmente acho que ele não teria como não decepcionar aqueles que estivessem esperando há alguns anos ouvir uma performance ao vivo daquela músicas com o Matt Cameron no lugar dele.
O show começou com 2 músicas da carreira solo, e em seguida emendou "Outshined". E aí uma observaçao: é impressionante o impacto que o peso das músicas do "badmotorfinger" têm ao vivo. Slaves and bulldozers, já no fim do show, ratificou essa idéia. Veio depois alguma coisa do audioslave e uma sequência de voz e violao, inclusive com uma versao acustica de "billie jean". A sonoridade ficou até boa, mas billie jean é no máximo uma música cool, engraçada, nao é pra botar emoçao em cima. Rolou ainda, do temple of the dog, além de hunger strike, a mais pop, pushin' forward back.
A última música, ou melhor, um medley de músicas do soundgarden, todas com arranjos diferenciados da versao original, durou 20 minutos - isso depois de mais de duas horas de show -, num êxtase total, todo mundo meio travado no palco por algum remedinho bem poderoso que rolou no intervalo, tocando numa vontade de dar medo, pulando, baterista baixando a porrada no que via pela frente. Nessa sequência emendada no final e, fechando o show, inusitadamente, rolou whole lotta love, muito bem emendada - e porque nao dizer, bem oportuna. Repetindo então, um showzaço. E a galera alucinou.
O show começou às 22:15 e só foi terminar lá pras 0:45. Duas horas e meia de show. Cheguei em cima da hora, uma chuva do caralho, levei uma hora e 20 minutos pra chegar no lugar, e isso porque moro muito perto, o recreio é do lado da barra. E desse tempo, uma hora foi só pra percorrer uma distãncia de no máximo 1km na Avenida Ayrton Senna. Isso resultou num cenário meio ruim: pelo menos 25% do lugar, que tem capacidade pra umas 8 mil pessoas, desocupado. A sensação inicial foi de que ia ser uma exibição tardia e decadente, ao lado de uma banda inexpressiva, para alguém que fez história no grunge e cantou em bandas que poderiam tranquilamente lotar a apoteose. Mas ninguém se intimidou, o público inflamou e foi realmente um showzaço.
Duas dúvidas estavam no ar: A primeira com relação à voz do caboclo - ele esgarça a voz em todas as músicas, é difícil imaginar alguém cantando daquele jeito por meia hora. Mas essa dúvida morreu fácil, a voz se manteve bem, impressionantemente bem até o final.
A segunda era com relação à banda. Tanto no Soundgarden quanto pegando emprestado o pessoal do Rage Against the Machine no Audioslave, ele sempre teve muito bem acompanhado. Muito melhor no primeiro caso, é verdade, mas sempre muito bem acompanhado. A banda me pareceu no to
O show começou com 2 músicas da carreira solo, e em seguida emendou "Outshined". E aí uma observaçao: é impressionante o impacto que o peso das músicas do "badmotorfinger" têm ao vivo. Slaves and bulldozers, já no fim do show, ratificou essa idéia. Veio depois alguma coisa do audioslave e uma sequência de voz e violao, inclusive com uma versao acustica de "billie jean". A sonoridade ficou até boa, mas billie jean é no máximo uma música cool, engraçada, nao é pra botar emoçao em cima. Rolou ainda, do temple of the dog, além de hunger strike, a mais pop, pushin' forward back.
A última música, ou melhor, um medley de músicas do soundgarden, todas com arranjos diferenciados da versao original, durou 20 minutos - isso depois de mais de duas horas de show -, num êxtase total, todo mundo meio travado no palco por algum remedinho bem poderoso que rolou no intervalo, tocando numa vontade de dar medo, pulando, baterista baixando a porrada no que via pela frente. Nessa sequência emendada no final e, fechando o show, inusitadamente, rolou whole lotta love, muito bem emendada - e porque nao dizer, bem oportuna. Repetindo então, um showzaço. E a galera alucinou.
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